Toda vez que o padre viajava, o papagaio aproveitava para ligar para a sua família no Amazonas. E ficava horas e horas pendurado no telefone. Até que um dia, o padre teve de voltar antes do esperado e pegou o bicho no flagra.
Agora eu entendi porque quando viajo a conta telefônica vem tão cara!
Currupaco! Currupaco! — fez o papagaio. — Não briga comigo não! Juro que não faço mais isso!
Eu tenho certeza de que não vai mais fazer — ponderou o padre, — depois do castigo que eu vou lhe dar.
E pegando dois pregos enormes, pregou o bichinho na parede com as asas abertas.
Pronto! Vai ficar aí durante uma semana pra aprender a se comportar.
O papagaio ralhou por algumas horas, mas depois se conformou. Afinal, uma semana não era tanto tempo. Nisso, percebeu que ao seu lado havia um crucifixo.
Ei, cara! — disse, voltando-se para o crucifixo. — Há quanto tempo você está pregado aí?
Ao que Jesus respondeu:
Há dois mil anos!
Puta que o pariu! — surpreendeu-se o papagaio. — Você ligou pra onde?
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